Joao

Joao

«Bom dia, amigos. Sentem-se à sombra desta velha oliveira, enquanto o sol ainda não começou a derreter as pedras. Sabem, na Universidade de Lisboa ensinaram-me gráficos e fórmulas, mas a verdadeira ciência aprendi quando, com os joelhos enterrados na terra vermelha do Alentejo, tentei compreender por que razão uma videira luta pela vida e outra canta. O meu estilo é um diálogo honesto com a terra. Não acredito em «soluções rápidas» de garrafas de plástico com rótulos coloridos. Nos meus artigos, não encontrarão conselhos sobre como regar o jardim com produtos químicos para que brilhe durante uma semana. Vou ensinar-vos a ouvir o solo. Vamos falar sobre como transformar o composto comum em «ouro negro» e por que as ervas daninhas não são inimigas, mas apenas plantas cujos benefícios ainda não descobriu. Escrevo simplesmente sobre o complexo. Se explico a fotossíntese ou a estrutura da drenagem, faço-o de forma a que compreenda a mecânica do processo, e não apenas memorize as instruções. O meu objetivo é que vocês vão para a horta não como escravos com uma enxada, mas como artistas com conhecimento do assunto. Lembrem-se: a horta não é sobre o resultado no final da temporada. É sobre como vocês tomam o café da manhã, olhando para o trabalho das suas mãos. Vamos sujar as mãos juntos, mas com inteligência.

O inverno também é tempo do aroma das flores

A época dos concertos perfumados está prestes a começar, embora algumas plantas já tenham começado a espalhar os seus aromas no ar há algumas semanas. Há muito tempo que o macassar (Chimonanthus praecox) deixou cair no chão as suas campânulas…