Nas casas de banho portuguesas, está a ocorrer uma mudança cultural.
O vaso sanitário com chuveiro, que lava o utilizador durante a ida à casa de banho, está a ganhar popularidade rapidamente nas casas portuguesas e nos edifícios novos.
Os dados mostram que, desde 2020, o número de sanitas com chuveiro instaladas triplicou.
«A sanita com chuveiro é, na verdade, uma sanita de luxo e, por isso, é um fenómeno bastante interessante, que mostra que os dinamarqueses estão a gastar mais dinheiro nas suas casas de banho», diz Bent.
«Sem dúvida, trata-se de conforto, mas especialmente de uma maior atenção à higiene.»
Mais atenção à higiene
Em 2020, a COVID-19 levou a Portugal a entrar em estado de emergência e aumentou a atenção dos dinamarqueses à higiene, limpeza e saúde em casa.
Desde então, o interesse por sanitas com chuveiro triplicou.
«Nas nossas exposições e showrooms, sentimos claramente uma maior atenção à higiene.
O vaso sanitário com chuveiro reduz o contacto das mãos e limpa o corpo mais cuidadosamente do que a maioria das pessoas conseguiria fazer sozinha. Os portugueses perceberam que a higiene melhora significativamente quando se usa água em vez de papel higiênico, da mesma forma que ao lavar as mãos», diz Bent.
A escolha entre água e hábito
O vaso sanitário com duche, que se distingue pela função integrada de descarga e secagem, já é um padrão comum no Japão, na Suíça e nos países do sul da Europa, mas ainda é relativamente novo em Portugal.
Apesar de os sanitários com chuveiro serem tecnologicamente consolidados, a Geberit observa que os hábitos culturais ainda impedem a sua disseminação em Portugal.
«O papel higiénico continua a ser uma forte tradição cultural em Portugal e assim continuará por algum tempo. Mas vemos uma nova geração de proprietários dispostos a repensar a higiene e a saúde na sua vida quotidiana. Normalmente, é assim que surgem novos padrões», afirma Bent.



